segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Desde a Eco 92 para a COP 15, o que mudou?

Um marco importante que trouxe para o cenário mundial as discussões ambientais foi a Eco 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.
17 anos depois, COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro de 2009, em Copenhague (Dinamarca), foi esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.
Acompanhe no infográfico abaixo, informações que comparam as pautas de discussões, principais impasses, objetivos, posições dos países, os progressos e os fracassos comparando as duas conferências ambientais.

Infográfico tirado do site da Uol Ciência e Saúde em 18/12/2009 http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/especial/2009/conferencia-clima/ultimas-noticias/2009/12/18/o-que-mudou-desde-a-primeira-grande-conferencia-sobre-o-clima.jhtm


COP 15 – frustração dos resultados é o reflexo dos reais interesses

Foi um final difícil para duas semanas de grande expectativa mundial, a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 15) chamou a atenção de todos nas últimas semanas. Depois de longas negociações, os chefes de estado chegaram a um acordo fraco em Copenhague que falhou em definir metas de emissão para evitar um aquecimento global catastrófico. O acordo foi mais forte no financiamento porém não é vinculante, e não estabeleceu um prazo para a elaboração do tratado final. Grandes poluidores como a China e os Estados Unidos queriam um acordo fraco, e heróis em potencial, a Europa, Brasil e África do Sul não se esforçaram o bastante para impedi-los.

O que diz o texto final da COP 15:
1. O texto aprovado não tem consenso entre os 192 países. Pouco mais de 30 países aceitaram.
2. Não tem metas de redução dos gases estufa;
3. Define em 2º C o limite máximo de aumento da temperatura;
4. Criação de fundo de U$ 10 bilhões por ano, até 2012; U$ 100 bi até 2020. A partir de 2020, o fundo receberá a cada ano, U$ 100 bilhões;
5. Os países terão suas metas ou planos de ação voluntários, verificados por um sistema que ainda não existe;
6. As negociações prosseguem em 2010, na COP 16, no México.

Não houve metas de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa e nenhum compromisso de que todos os países um dia vão assinar o tratado que sucederá o Protocolo de Kyoto. O resultado incompleto de Copenhague demonstra “uma fraqueza inerente” do processo de negociação sobre o meio ambiente da ONU. Esse resultado também tem sido atribuído pela forma de fechamento dos acordos, que prevê o consenso de “todos” os participantes.

Qual foi o papel do Brasil na COP 15?

Segundo Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, apesar do clima de frustração, o Brasil fez sua parte, apresentando “metas ousadas” de emissões evitadas de CO2, entre 36% e 39%, em 2020. Segundo algumas análises, essas metas não são factíveis tendo em vista a postura atual do governo brasileiro.
Associação Brasileira de Celulose e Papel, Camargo Corrêa, Confederação Nacional da Agricultura, Petrobrás, Vale do Rio Doce, União das Indústrias de Cana de Açúcar, Coca-Cola, Natura, Bradesco, Santander, Fiat e Votorantim. Não, isso não é a lista de agressores ao meio ambiente no Brasil, mas algumas das organizações que fizeram parte da Delegação Brasileira da COP 15. A chefia dessa delegação ficou a cargo da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef e não o Ministro do Meio Ambiente. Isso dá indícios das intenções reais da delegação brasileira na COP 15 – negociar mais questões comerciais do que climáticas. Segundo o Jornal Brasil de Fato (ano 7, número 355) isso é uma tradição dos governos brasileiros, levar em sua delegação diversas empresas privadas e pouquíssimos representantes da sociedade civil, gerando um desequilíbrio.

Enquanto as questões ambientais não estiverem na posição de “prioridade” nos planos de governo esse tipo de situação se repetirá, como vem se repetindo nas diferentes esferas governamentais.

O Meio Ambiente, como um bem comum e de responsabilidade de todos é tomada muitas vezes para atender os interesses individuais e não da coletividade. A posição de prioridade poderá ser percebida quando a os interesses coletivos se sobrepuserem aos individuais, aí sim estaremos identificando uma “tendência” a real sustentabilidade.
Na sequência, seguem slides que trazem informações sobre as propostas de alguns países que participaram da COP 15. As informações desse slide foram tiradas do infográfico do UOL em 18/12/2009 na fonte http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/18/ult4476u44.jhtm

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feira de Trocas

Uma forma diferente de confraternização foi realizada pelos participantes do Coletivo Socioambiental através da Feira de Trocas “Olho no olho”, no qual participam cerca de 25 pessoas de diferentes segmentos sociais, de uma forma bastante integrada.
Para montar uma feira de trocas nos reunimos e estabelecemos regras. De uma forma prática e informal vamos organizando os diversos produtos e serviços que foram oferecidos. Produtos, tais como: livros, cds, dvds, quadros, roupas, calçados, acessórios, tudo em bom estado, além de prestação de serviços como massagem e reike. Não se permite bebidas alcoólicas e cigarros.
É uma oportunidade de criar uma cultura de consumo consciente na comunidade, trazendo para o indivíduo a noção das conseqüências do seu consumo no âmbito social, ambiental e econômico.Podemos entender as feiras de trocas como um espaço de socialização, humanização, de vivencia comunitária, de organização da comunidade, de múltiplos aprendizados, de satisfação de necessidades pessoais e por que não de auto-conhecimento!
Essa feira foi um exercício pratico de desprendimento e quewbra de preconceitos, conhecendo uma alternativa às relações comerciais realizadas atualmente, além da “construção” dessas novas práticas, pois ao nos aventurarmos a fazer algo novo, aprendemos a fazer fazendo.
Além das trocas diretas, os participantes construíram redes de trocas para conseguir os produtos que tinham interesse em adquirir. Foi uma noite bastante agradável e alegre, pois pra ser sustentável tem que ser divertido.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Curso Pós Graduação Lato Sensu - Educação Ambiental


O curso de pós-graduação Lato Sensu em Educação, Meio Ambiente e Sustentabilidade possui caráter interdisciplinar, está voltado para elaboração e implantação de projetos de educação ambiental e tem ênfase em metodologias de intervenção socioambiental e de estudos ao ar livre, buscando desta forma unir situações práticas e concretas com análises teórico-metodológicas que em conjunto proponham soluções para problemas identificados.
Público-alvo: Profissionais graduados, interessados na área de Educação Ambiental.
Duração: 18 meses
Carga horária: 400h
Horário: Semanalmente, sexta-feira (19h às 23h) e sábado (8h às 12h)
Mensalidade: 18 x R$ 300,00 (Desconto de 10% Ex-alunos USF e grupos de empresas – mínimo de 5 funcionários da mesma empresa).

Módulos
Fundamentos Históricos da Educação Ambiental - 40h
Dimensões da Sustentabilidade - 40h
Educação, Ética e Participação Popular - 20h
Estratégias em Educação Ambiental - 40h
Estudos ao Ar Livre - 40h
Percepção e Educação Ambiental - 20h
Arte e Educação Ambiental - 20h
Comunicação e Meio Ambiente - 20h
Planejamento Socioambiental - 40h
Metodologia de Pesquisa - 40h
Metodologia de Intervenção Socioambiental - 40h
Trabalho de Conclusão de Curso - 40h
TOTAL - 400h

Para qualquer esclarecimento a respeito dos nossos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, entre em contato conosco!
Telefone: (11) 2454-8000
E-mail: centraldeatendimentobp@saofrancisco.edu.br
Local: Universidade São Francisco Campus de Bragança PaulistaAvenida São Francisco de Assis, 218 - Jardim São José