segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Participação no Programa Unimed e Você, socializando os resultados da pesquisa de opinião sobre meio ambiente em Bragança Paulista - SP

Participei no Programa Unimed e Você, apresentando os resultados da Pesquisa de opinião realizada em 2009 pelo Coletivo Socioambiental de Bragança Paulista sobre a percepção ambiental dos moradores de Bragança Paulista. Pesquisa de opinião: "Sustentabilidade Socioambiental - Meio Ambiente e Você"
É importante lembrar que a Unimed Bragança é um importante parceiro nas atividades do Coletivo Socioambiental de Braganá Paulista. O resultado completo da pesquisa está disponivel no site www.coletivobraganca.com.br.









sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Participação no 4ª CPEASUL












Dia 21 de Setembro a Sala Verde Pindorama comemorou 3 anos de atividades em Educação Ambiental pela Prefeitura Municipal de Bragança Paulista. Marcando esses três anos de trabalho participamos entre os dias 23 a 25 de Setembro do IV Colóquio de Pesquisadores em Educação Ambiental da Região Sul (CPEASUL), que foi realizado no Balneário Comboriú, em Santa Catarina.
Dois projetos da Sala Verde foram aprovados para apresentação de painéis nesse congresso, um deles tratando de educação ambiental formal com o tema “Gerenciadores: uma estratégia de aproximação e descentralização no desenvolvimento de projetos de educação ambiental” e o outro na linha de educação ambiental não formal com o trabalho denominado “Sala Verde Pindorama: um impulso nas atividades de Coletivos Educadores na região bragantina”, durante a apresentação dos painéis pudemos relatar sobre as atividades realizadas em nosso Município no que se refere à educação ambiental e trocar experiências com outros participantes o que é muito importante, pois, ampliam as possibilidades de ações que estão sendo realizadas e a potencialidade de outras que podem ser reproduzidas em nossa região.
Entre os projetos apresentados no referido congresso, os painéis das atividades realizadas em Bragança Paulista tiveram destaque pelo apoio do poder público para a realização das ações, a construção de Projetos de Educação Ambiental envolvendo um grande número de escolas, a quantidade de atividades práticas realizadas, a articulação entre os diferentes setores da sociedade e a abertura para a participação da comunidade, através do Coletivo Socioambiental de Bragança Paulista, em um cenário democrático e participativo, como uma ferramenta essencial na construção ativa da cidadania ambiental.
Ao participar de eventos tais como esse, divulgando as experiências de novos projetos, Bragança vai marcando presença no cenário ambiental nacional, construindo sua história, e se constituindo como referencia de Educação Ambiental entre os municípios da região.
A participação da Sala Verde Pindorama foi importante, pois estavam presentes representantes dos órgãos federais, em se tratando de Educação Ambiental: Claudison Rodrigues de Vasconcellos da Diretoria de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Raquel Trajber da Coordenadoria Geral de Educação Ambiental do MEC, presentes também importantes pesquisadores e autores de textos utilizados nas atividades da Sala Verde, como Isabel Carvalho – PUCRS, Antonio Fernando S. Guerra – UNIVALI, Luiz Marcelo de Carvalho – UNESP, Valdo Barcelos- UFSM, Luiz Marcelo de Carvalho- UNESP, dentre outros.










quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Olha que ótima ideia para substituir as sacolinhas plasticas utilizadas nos lixinhos!!

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.



Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.

Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:


Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ministério do Meio Ambiente pode propor novo Código Florestal

Temos acompanhado em toda mídia brasileira as discussões em torno das alterações propostas para o Código Florestal Brasileiro. Este código foi elaborado em 1965 e vem sofrendo diversas emendas, por isso a necessidade de uma revisão.
As propostas de modificação do Código defendidas pela bancada ruralista têm implicações diretas sobre as metas de redução de emissões estabelecidas pela Política Nacional de Mudanças Climáticas, aprovada pelo Congresso, em dezembro do ano passado.
A redação da revisão do Código Florestal, coordenadas pelo deputado Aldo Rebelo vem provocando muita discussão, pois as alterações apresentam um retrocesso perante as conquistas das legislações ambientais.
Algumas alterações propostas são:
• diminuir áreas de preservação permanente APP de 15 mt em cada margem para 7,5mt e os Estados podem propor diferentes medidas de acordo com levantamentos locais;
• áreas de proteção permanente não faziam parte do cálculo da reserva legal, com a alteração essas áreas podem ser descontadas do cálculo da reserva legal obrigatória;
• todo proprietário rural era obrigado a manter no mínimo 20% da propriedade com vegetação original; na Amazônia, o percentual era de 80%, recuperação de áreas desmatadas era feita com espécies nativas, segundo a alteração propriedades de até quatro módulos rurais (diferente em cada região do País) não precisam de reserva legal, dependendo do caso, propriedades no cerrado amazônico podem ter apenas 20% de reserva. A recuperação da área pode utilizar espécies exóticas;
• todo proprietário precisava registrar a área de reserva legal e, em caso de devastação, era obrigado a recompor a área de proteção estando sujeito à multa e a outras sanções, se as alteração e forem aprovadas estarão proibidos “novos” desmatamentos durante cinco anos, mesmo período em que cada Estado definirá programas específicos para o tema. A princípio os proprietários estão desobrigados de recuperar áreas desmatadas até julho de 2008.
A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, tem afirmado que o MMA vem discutindo com alguns parceiros a possibilidade de apresentar uma nova proposta de reforma do Código Florestal para gerar antagonismo à proposta apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB). O Ministério do Meio Ambiente não está dizendo que não temos que aperfeiçoar ou modernizar o Código Florestal. Temos que fazê-lo, mas com responsabilidade, convergência de políticas públicas e resguardando os interesses nacionais. Segundo a Ministério do Meio Ambiente, o foco dessa possível nova proposta de reforma do Código deve girar em torno do cumprimento da legislação ambiental por pequenos produtores rurais – que, hoje, são responsáveis por quase 80% da produção nacional de alimentos e têm tradição de agricultura familiar.

sábado, 14 de agosto de 2010

Só os loucos sabem

Musica é uma coisa super importante pra mim... muitas vezes elas ditam o meu ritmo, ou melhor, elas refletem o meu ritmo.
"Só os loucos sabem", do Charlie Brown Jr tem sido minha música nesses tempos.
'''... um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém"
"...MAS PRA QUEM TEM PENSAMENTO FORTE O IMPOSSÍVEL É QUESTÃO DE OPINIÃO, E DISSO OS LOUCOS SABEM... SÓ OS LOUCOS SABEM"
"Toda positividade eu desejo à você, pois precisamos disso nos dias de luta"

Confere o clipe aí....

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A quem interessa proteger as florestas brasileiras?

No último dia 6 de julho foi aprovado, por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, a proposta de alteração do Código Florestal brasileiro em seus pontos principais. Embora esse projeto ainda tenha que ser aprovado no plenário da casa e passar pelo Senado para se transformar em lei, preocupa o fato de que tenha contado com o apoio de 13 dos 18 deputados da comissão, mesmo sabendo-se que esta era dominada por membros da bancada ruralista. O projeto parte do suposto que a conservação de florestas é simplesmente um ônus ao produtor e à produção agropecuária, um encargo que onera o país e nos torna menos competitivos no mercado internacional de commodities agropecuárias. Nesse sentido abre as portas para que sejam perdoados praticamente todos os desmatamentos ilegais já ocorridos, o que implica não só a anulação de multas já aplicadas mas, muito mais grave, o fim da obrigação de recuperar essas áreas, como exige a legislação atual. Basta que se reconheça que a vegetação nativa deu lugar a uma ocupação “consolidada”, o que, pelo projeto, abrange desmatamentos ilegais feitos até julho de 2008. Uma vez regularizadas, as ocupações deixam de estar ilegais. Mas, como as leis da natureza não podem ser modificadas por caprichos humanos ou interesses corporativos, essas ocupações, mesmo legais, continuarão sendo imprudentes. Assim, por exemplo, as plantações de cana e as vilas residenciais situadas às margens do rio Mundaú, em Alagoas, vão continuar sendo alagadas nas fortes chuvas, pois, sem um mínimo de cobertura florestal na paisagem, as águas continuarão escorrendo rapidamente às calhas dos rios, que, cada vez mais assoreados, terão cada vez menos capacidade de abrigar a água que recebem sem transbordar e, uma vez transbordando, continuarão a levar tudo o que existir pela frente, inclusive casas e pessoas que indevidamente ocuparam suas áreas naturais de inundação. A lei atual proíbe a ocupação de áreas de risco e ainda exige que em todos os lugares exista um mínimo de vegetação nativa. Se tivesse sido cumprida, seguramente, seriam muito menores os estragos ocorridos em Alagoas, em Angra dos Reis, no Vale do Itajaí e em todos os outros lugares que entram e saem rapidamente dos noticiários quando começam as temporadas de chuva. Aliás, esse é o centro do problema que, infelizmente, não será resolvido pelo projeto aprovado. Grande parte dos produtores rurais do país estão irregulares com relação à legislação florestal, ou seja, não respeitaram a preservação das áreas por ela determinada. Isso significa que há um grande número de pessoas que estão, neste momento, prestando um “desserviço ambiental” à sociedade, assoreando rios, matando nascentes, derrubando encostas, extinguindo a biodiversidade. A grande maioria não faz porque quer, mas porque foi levada a essa situação por uma longa sequência de equívocos e omissões por parte do Poder Público e da sociedade como um todo, cujo detalhamento não cabe nesse artigo. Todos queremos que esses produtores rurais deixem de estar na ilegalidade, ou seja, que possam cumprir o que a lei exige, e, assim, não só parem de sofrer com multas e embargos impostos pelos órgãos de fiscalização, como passem a efetivamente proteger os recursos naturais existentes em seus imóveis, vitais ao bem-estar da sociedade como um todo. No entanto, o deputado Aldo Rebelo, autor da proposta aprovada, insuflado pelos ruralistas e apegado a um suposto nacionalismo, viu nas florestas apenas obstáculos. Assim, não se preocupou em propor medidas para que os proprietários hoje irregulares possam cumprir a lei e, como consequência, proteger os bens ambientais que ela visa tutelar. Pelo contrário, simplesmente abriu brechas para que, mesmo praticando um mau uso da terra, qualquer proprietário possa estar de acordo com a lei e, portanto, formalmente regularizado. Assim, caso a proposta seja finalmente aprovada, as enchentes, os rios secos, as áreas desertificadas, as espécies extintas, passarão a ser “legais”. Será esse nosso caminho?

Por Raul Silva Telles do Valle é advogado e coordenador adjunto do Programa de Política e Direito Socioambiental do ISA (Instituto Socioambiental)

FONTE: http://www.socioambiental.org/nsa/direto/direto_html?codigo=2010-07-19-103548

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cartoons: crise civilizatória

Recebi um email do meu amigo Jota, que mesmo em SC sempre está ligado ao nosso trabalho aqui da Sala Verde Pindorama, que reflete um pouco a insatisfação em relação das "coisas estarem como estão". São cartoons interessanrtes, e ao mesmo tempo, desconcertantes...
Os cartoons abaixo são de autoria de Quino, Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.






quinta-feira, 15 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

¡ Viva la Furia! ¡Viva la España!

Ontem, domingo dia 11/7, final da Copa do Mundo, juntamos a espanholada toda da Familia Muñoz lá em casa para torcer pra Fúria!!!
Na verdade estavámos todos lá pra comemorar o aniversário de meu Pai Affonso, e aproveitamos a comemoração pra aumentar a força da torcida.
Além da familiada toda, tios, primos, irmãos, sobrinhada os amigos também estiveram presentes... todo motivo é um bom motivo pra estar junto com a família e amigos!
Essa copa do mundo foi um bom motivo pra fazer uma viagem na história, é muito bom resgatar um pouco da vida de nossos antepassados, o orgulho da trajetória que marca nossa história, o sangue espanhol que corre em nossas veias.
Já que não deu pra torcermos para o Brasil na final, que seja a torcida de minha segunda pátria então, com respeito e orgulho pelos meus antepassados.
¡Arriba España!!!!!

domingo, 4 de julho de 2010

Ditados Populares

Eu falava assim... APRENDA O CORRETO:

E a gente pensa que repete corretamente os 'ditos populares'
Dicas do Prof. Pasquale:

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro' "Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???"
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro' "Tá aí a resposta para meu dilema de infância!" EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.' Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?

'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!' Esse foi o pior de todos!
Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???

Outro que no popular todo mundo erra:'Quem tem boca vai a Roma.'
Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar! O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso.... 'Quem não tem cão, caça com gato.' Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!
O correto é:'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'

Vai dizer que você falava corretamente algum desses????

sábado, 26 de junho de 2010

Carta da Terra, por Michèle Sato



Este video foi produzido por Michèle Sato e autorizado por ela para ser utilizado neste blog. Com muita satisfação integro Michele Sato em meu mundo virtual, pois de meu mundo de estudos ela já vem fazendo parte há algum tempo, através das leituras, com importantes contribuições para minhas concepções em EA.
Ela é profesora da Universidade Federal de Mato Grosso e participante do GPEA - Grupo de Pesquisadores em Educação Ambiental.
Para quem se interessa por EA, conhecer Michèle Sato é indispensável!
Indico o livro A Contribuição da Educação Ambiental à Esperança de Pandora (3a Edição) - José Eduardo dos Santos; Michele Sato da Editora RIMA.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quando surgem nas rodas de conversa as questões ambientais, os pontos de vista sobre as saídas para esse problemas são os mais variados. Temos os otimistas, que acreditam que tudo vai dar certo no final e temos os pessimistas, que acham que não tem mais jeito, não adianta fazer nada pois já está tudo perdido...
Quando olhamos do ponto de vista da razão, parece que já estamos no fundo do poço, e ainda tem alguém com uma pá, cavando ainda mais. Parece não haver saída, tudo sugere ser difícil, até mesmo impossível. Esse é um dos problemas de nossa sociedade atual: a racionalidade tem tomado todo o espaço em nossas vidas, aos poucos estamos perdendo a capacidade de sonhar...
O sonho é o alimento da esperança, sonhar que as coisas podem ser diferentes, melhores, nos deixar envolver nesse sentimento.
Rubem Alves nos diz que “antes do jardim há o sonho do jardineiro que imagina a beleza e a fartura e se arrisca a lidar com a terra, fecundando nela muitas sementes.”
Precisamos sonhar o futuro, para à partir do sonho nos arriscarmos a semear e fertilizar a sociedade com nossas ações. Do sonho nasce a intenção, a vontade, é o começo de tudo, por isso fazemos um convite a você, amigo leitor desta coluna, sonhe, sonhe agora, imagine, crie, permita-se sonhar!

Segue abaixo a expressão de alguns “sonhadores”, que deram sua contribuição à “Árvore dos Sonhos”, colocada na Praça Raul Leme no dia 5/ junho, na comemoração do Dia do Meio Ambiente.

“Que as pessoas se conscientizem que o mundo não pertence a elas e sim que nós é que pertencemos à natureza.”

“Ideias belas e incríveis que ajudem as pessoas a viver melhor aceitando o poder e a beleza da natureza.”

“Gostaria que esse planeta tivesse mais verde, árvores com frutos nas cidades, nas praças, pequenas e grandes!!! Mais seres humanos conscientes que nosso mundo não é uma lata de lixo!!”

“Eu gostaria que o mundo fosse só alegria, saúde e muita paz. Que as pessoas se unissem e se amassem sem preconceito e desigualdade. Que todos conquistem seus objetivos.”

“Que todos entendam quão importante é cuidar do meio ambiente. A natureza é perfeita e reponde à tudo.”

“Respeito, consciência, ética de todos os habitantes do planeta.”

“Que nesse novo tempo as pessoas mudem e plantem o bem!”

“Sonho que seja sempre possível sonhar!!”

“Mundo transformado! Consciência com a união dos seres e a natureza.”

“Meu sonho é um mundo sem drogas. Nem um desmatamento, menos poluição, plantar mais árvores!!”

“Que os projetos e sonhos se realizem. Que o universo conspire para que as ações sejam atingidas e meus desejos também!”

“Que as pessoas se conscientizem da sua importância e praticar ações para podermos ter um futuro melhor.”

“Uma sociedade igualitária sem pobreza, doença e conflito com muita harmonia.”

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Resultados do II Cine Debate: Repensando Valores












Aconteceu no Espaço do Saber, no NAPA, nos dias 18, 19 e 20 de Maio de 2010, o segundo Cine Debate com o tema: Repensando Valores tendo como objetivo a busca por alternativas para a situação da sociedade atual, despertando nas pessoas uma reflexão individual e coletiva, buscando repensar valores e, conseqüentemente, a construção de uma nova forma de viver e se relacionar com o próximo e com o meio ambiente.
Este II Cine Debate foi realizado nas noites dos dias 18, 19 e 20 de maio, pelo Coletivo Socioambiental de Bragança Paulista, quando a exemplo do ano passado, foram apresentados filmes, documentários, curtas metragem com temas relacionados ao contexto socioambiental. O evento foi gratuito e aberto para toda população, tendo em média a participação de 130 pessoas por noite, que puderam acompanhar a exibição dos filmes e as considerações dos convidados, podendo também fazer considerações e questionamentos aos convidados.
Tivemos em toda noite uma apresentação cultural inspirada no documento “A Carta da Terra”, que agradou ao público presente.
Como uma continuidade do primeiro Cine Debate, que teve como título “Sustentabilidade, um sonho possível”, chegamos a conclusão de que sim, ele é possível, e como uma das pedras fundamentais sobre a qual construiremos a sociedade sustentável deve ser um repensar dos valores que hoje regem nossa sociedade.
O sucesso desse evento atribui-se ao trabalho voluntário, as parcerias bem sucedidas do Coletivo Socioambiental e ao público que esteve presente.
Assista alguns trechos do II Cine Debate através do site www.webtvbraganca.com.br

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Resultados da II Comemoração Municipal do Dia do Meio Ambiente

Do dia 24 de maio a 11 de Junho realizamos aqui em nossa cidade a II Comemoração Municipal do Dia do Meio Ambiente.
O “cardápio” das opção de atividades foi muito vasto: com palestras gratuitas todas as noites distribuídas entre a FESB, Universidade São Francisco, Colégio Rio Branco; atividades de sensibilização na Praça Raul Leme, lançamento do Parque Frei Constancio Nogara e apresentação da Lei da Política Municipal de Educação Ambiental e início da construção do PRMEA (programa municipal de educação ambiental).
Ufa... quanta coisa... Foi uma oportunidade muito enriquecedora para os bragantinos se envolverem mais com as questões ambientais. Ainda lutamos com um problema cultural relacionado a participação, mas é oferecendo oportunidades é que acreditamos estar na linha da resolução, ou minimização desse problema.
Uma importante possibilidade da participação pública será na construção do PROMEA, que teve sua apresentação inicial no ultimo dia 07/6, e terá continuidade na 1ª oficina de Construção, que vai acontecer no dia 13/8, as 8h00 no NAPA. Você que trabalha com educação, seja na esfera municipal, estadual, particular, universitária ou do terceiro setor – venha participar dessa construção. Maiores informações na Sala Verde Pindorama pelo telefone 11-4032- 4433.

domingo, 25 de abril de 2010

Belo Monte, depredador da Amazônia

Uma das questões socioambientais mais sérias no Brasil atualmente vem sendo a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. PAra sabermos mais, segue um texto de Leonardo Boff e um vídeo que nos traz mais informações do que os telejornais.

O governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas, na questão ambiental, é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX.

É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza.

Este modelo está sendo questionado no mundo inteiro por desestabilizar o planeta Terra como um todo e mesmo assim é assumido pelo PAC sem qualquer escrúpulo. A discussão com as populações afetadas e com a sociedade foi pífia. impera a lógica autoritária: primeiro decide-se, depois convoca-se a audiência pública. Pois é exatamente isto que está ocorrendo com o projeto da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu, no Pará.

Tudo está sendo levado aos trambolhões, atropelando processos, ocultando o importante parecer 114/09 de dezembro de 2009, emitido pelo IBAMA (órgão que cuida das questões ambientais) contrário à construção da usina, a opinião da maioria dos Ambientalistas nacionais e internacionais que dizem ser este projeto um grave equívoco com consequências ambientais imprevisíveis.

O Ministério Público Federal, que encaminhou processos de embargo, eventualmente levando a questão a foros internacionais, sofreu coação da Advocacia Geral da União (AGU), com o apoio público do presidente, de processar os procuradores e promotores destas ações por abuso de poder.

Esse projeto vem da ditadura militar dos anos 70. Sob pressão dos indígenas apoiados pelo cantor Sting, em parceria com o cacique Raoni, foi engavetado em 1989. Agora, com a licença prévia concedida no dia 1º de fevereiro, o projeto da ditadura pôde voltar triunfalmente, apresentado pelo governo como a maior obra do PAC.

Neste projeto tudo é megalômano: inundação de 51.600 hectares de Floresta, com um espelho d’água de 516 quilômetros quadrados, desvio do rio com a construção de dois canais de 500m de largura e 30 km de comprimento, deixando 100 km de leito seco, submergindo a parte mais bela do Xingu, a Volta Grande e um terço de Altamira, com um custo entre R$ 17 e R$ 30 bilhões, desalojando cerca de 20 mil pessoas e atraindo para as obras cerca de 80 mil trabalhadores, para produzir 11.233 MW de energia no tempo das cheias (4 meses) e somente 4 mil MW no resto do ano, para, por fim, transportá-la até 5 mil km de distância.

Esse gigantismo, típico de mentes tecnocráticas, beira a insensatez, pois, dada a crise ambiental global, todos recomendam obras menores, valorizando matrizes energéticas alternativas, baseadas na água, no vento, no sol e na Biomassa. E tudo isso nós temos em abundância. Considerando as opiniões dos especialistas, podemos dizer: a usina hidrelétrica de Belo Monte é tecnicamente desaconselhável, exageradamente cara, ecologicamente desastrosa, socialmente perversa, perturbadora da Floresta amazônica e uma grave agressão ao sistema-Terra.

Este projeto se caracteriza pelo desrespeito: às dezenas de etnias indígenas que lá vivem há milhares de anos e que sequer foram ouvidas; à Floresta Amazônica cuja vocação não é produzir energia elétrica, mas bens e serviços naturais de grande valor econômico; aos técnicos do IBAMA e a outras autoridades científicas contrárias a esse empreendimento; à consciência ecológica, que devido às ameaças que pesam sobre o sistema da vida, pedem extremo cuidado com as Florestas; desrespeito ao bem comum da Terra e da Humanidade, a nova centralidade das políticas mundiais.

Se houvesse um Tribunal Mundial de Crimes contra a Terra, como está sendo projetado por um grupo altamente qualificado que estuda a reinvenção da ONU, seguramente os promotores da hidrelétrica de Belo Monte estariam na mira deste tribunal.

Ainda há tempo de frear a construção desta monstruosidade, porque há alternativas melhores. Não queremos que se realizem as palavras do bispo dom Erwin Kräutler, defensor dos indígenas e contra Belo Monte: “Lula entrará na história como o grande depredador da Amazônia e o coveiro dos povos indígenas e ribeirinhos do Xingu”.

Leonardo Boff é teólogo. Fonte http://www.ecodebate.com.br/2010/03/02/depredador-da-amazonia-artigo-de-leonardo-boff/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Formação de Gerenciadores para o Projeto de Educação Ambiental

Durante os meses de Março e início de Abril realizamos na Sala Verde Pindorama o curso de Formação de Gerenciadores do Projeto de Educação Ambiental cujo tema proposto foi: "Eu uso e não abuso" tendo como objetivos principais:
- Trabalhar transversalmente com os alunos, utilizando estratégias onde os conceitos, procedimentos, atitudes, valores éticos e habilidades se desenvolvam simultaneamente, e com isso o aluno se interesse em adquirir novos conhecimentos sensibilizando-os para os problemas ambientais existentes na sua própria comunidade;
- Fazer com que os alunos sintam-se transformadores do ambiente e que se integrem as questões ambientais levantando os problemas e agindo de forma a solucioná-los;
- Promover aos envolvidos no projeto a percepção do equilíbrio como fator essencial para a sustentabilidade e a qualidade de vida.
Neste momento, as escolas encontram-se em fase de construção de seu próprio projeto com acompanhamento da Sala Verde Pindorama.

Para além da trajédia em Niterói

Esse texto é uma contribuição de meu amigo oceanógrafo João Pedro Vieira, o Jota do Coletivo Socioambiental.

"Quarta-feira, 07 de abril de 2010, o Brasil pára diante das notícias acerca da tragédia ocorrida no Morro do Bumba, em Niterói, onde um deslizamento atingiu mais de setenta residências e deixou, até agora, mais de cinquenta mortos e dezenas desaparecidos, feridos e desabrigados. A tragédia chamou atenção pela dimensão, mas não seria diferente de tantos outros deslizamentos que ocorrem em várias cidades brasileiras em épocas de chuva, se não fosse outro detalhe relacionado ao histórico do local, um antigo depósito irregular de lixo, ou seja, um lixão.
Não vou aqui escrever sobre a falta de planejamento urbano nas cidades brasileiras e a inoperância das autoridades, em todos os níveis, em relação às ocupações irregulares, especialmente em morros e encostas. A reflexão que gostaria de provocar vai um pouco além e se foca nesse detalhe relacionado ao caso de Niterói, a questão do antigo lixão, um fator que favoreceu muito o desfecho da tragédia.
Literalmente, aquelas casas, que hoje se encontram como escombros soterrados sob toneladas de lama e lixo em decomposição, foram construídas sobre uma montanha de resíduos. Mas, como deve ser óbvio para todos, aquele lixo não apareceu lá por acaso, ele não é obra da geologia natural daquela área. Todo aquele lixo foi, décadas atrás, depositado inadequadamente no local, o que infelizmente ainda acontece na maioria dos municípios brasileiros.
Então, de onde veio todo esse lixo? Veio de uma cultura social baseada no consumismo desenfreado, que cultua o supérfluo e o descartável, uma cultura social imposta por um sistema econômico baseado exclusivamente nas leis do mercado, onde o lucro é o mais importante, e abastecida por um apelo midiático cada vez mais forte, que aliena a capacidade crítica da sociedade, impelindo as pessoas a orientarem suas vidas na obtenção de bens materiais. O resultado disso é o consumo cada vez maior de produtos, com a falsa promessa que melhorar a qualidade de vida das pessoas, o que implica em uma produção cada vez maior de resíduos.
É preciso, portanto, analisar a solução para a problemática da produção de resíduos não só na correta destinação do mesmo em aterros sanitários adequados, mas sim em um profundo processo de reestruturação da sociedade, o qual passa por diversos setores, mas especialmente pela educação, formal e informal, no sentido de transformar os valores hoje cultuados pela sociedade consumista.
Mas essa transformação não está só nas mãos de autoridades e governantes. Ela é também responsabilidade individual de cada um e passa por uma reflexão sobre nosso papel como cidadão e parte da teia da vida do Planeta Terra. Não seria já passada a hora de cada pessoa começar a refletir acerca de seus hábitos de consumo, descarte e produção de lixo? Não seria a hora de analisar todas as consequências negativas trazidas pelo descarte inadequado do lixo? Mais, não seria a hora de transformar efetivamente nossos hábitos de consumo, de forma que a produção de lixo possa diminuir significativamente? Serão necessários quantos alagamentos, deslizamentos e tragédias como a de Niterói para que uma mudança efetiva aconteça na sociedade? Eu espero que mais nenhum. E espero que o que aconteceu sirva ao menos de alerta para que a sociedade abra os olhos para o problema."

sexta-feira, 19 de março de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

HORA DO PLANETA

O MUNDO INTEIRO VAI APAGAR AS LUZES POR UMA HORA

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. Clique aqui e veja a lista de quem já aderiu.

Em 2010, com a sua participação, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica!
Existem diversas formas de participação. A primeira delas é se cadastrar. Clique aqui e informe os dados necessários. É bem rápido. O cadastro dos participantes é a principal maneira que temos de avaliar quantas pessoas apagaram as luzes. Os participantes brasileiros serão somados com os de outros países, formando uma grande corrente pelo futuro do planeta. Os nomes das empresas cadastradas vão aparecer na página Apoiadores neste site. Clique aqui e veja a lista de Apoiadores.

O próximo passo é espalhar a mensagem da Hora do Planeta para o maior número possível de pessoas. Convide familiares, amigos, colegas e membros da sua comunidade para participarem também.

Se você utiliza as mídias sociais, como Orkut, Twitter, Youtube e Facebook, use essas ferramentas para falar com os seus amigos. Publique as notícias sobre a Hora do Planeta produzidas pelo WWF-Brasil. Dê o link para vídeos e fotos sobre o movimento postados na internet.

Saiba o que acontece no mundo inteiro na Hora do Planeta. Clique aqui ou acesse www.earthhour.org.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eu sou Feliz!!!

Semana passada foi meu aniversário (11/02), comemorei com minha família e amigos! Dançamos, nos divertimos e eu, particularmente, aproveite demais! Adorei, foi mto bom!

Sabe, muita gente não gosta de aniversário, não gosta de ficar mais velho, tem "crise" com a idade nova... um monte de neuras. Tô fora disso tudo... adoro fazer aniversário, e esse tem um tom especial, acabei de completar os trintinha...rsrs Muitas de minhas amigas e amigos tem a mesma idade que eu e sempre que a gente se encontra uma das conversas é: nossa, esse ano vamos fazer trinta anos... parece que estava tão longe... parece que quando eramos mais novos, as pessoas com trinta anos pareciam tão velhos...rsrs e agora é a nossa vez...

Realmente, acho que hoje em dia é muito diferente ter trinta anos do que a algum tempo atrás. Grande parte de meus amigos (da turma q nasceu em 1980), inclusive eu, não temos filhos, ainda não nos casamos, moramos com nossos pais (o que é relamente uma delícia..rs) alguns estão se dando bem profissionalmente, outros ainda estão se encontrando, alguns mais incomodados com essas situações e outros aceitando e curtindo numa boa. Mas, o mais importante disso tudo é que relamente marcamos um novo perfil dos 30, e quer saber de uma coisa, estou ADORANDO!!!

Sem crise, ao lado das pessoas que a gente gosta e com saúde, quer mais o que??? Assim eu digo em auto e bom som: EU SOU FELIZ!!! e desejo que todos sejam felizes tb, pq é mto chato ser feliz sozinho...rsrs quero q todo mundo seja feliz, afinal, felicidade não é uma "coisa" a se buscar, e sim um opção de vida!

De uma olhadinha na comemoração, ou melhor, bebemoração dos trintinha..rsrs.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Crítica a mídia

Ótimo vídeo que faz uma crítica a mídia misturando Matrix, Homer Simpson e Globo!
Assista e compartilhe sua opinião.
Até mais

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fim do Consumismo seria a única saída para o planeta

A edição de 2010 do renomado relatório "State Of The World" afirma que sem uma alteração nos hábitos comportamentais e de consumo de nada adiantarão políticas públicas e avanços tecnológicos no combate ao aquecimento global e a outros desafios contemporâneosAs 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo, cerca de 7% da população, são responsáveis por 50% das emissões de gases do efeito estufa, enquanto os três bilhões de pessoas mais pobres emitem apenas 6%. Com dados como esse, o relatório “State of the World 2010, Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability", do Worldwatch Institute, publicado nesta terça-feira (12/01), traz como principal mensagem que sem uma mudança cultural que coloque valores sustentáveis acima do consumismo, não há milagre tecnológico ou política pública que resgatem a humanidade de graves problemas climáticos, sociais e ambientais.O relatório chama de consumismo a orientação cultural que leva as pessoas a acharem contentamento, aceitação e significado para as suas vidas através do que possuem e utilizam.“Nós vimos alguns esforços encorajadores nos últimos anos no combate a crise climática. Porém fazer políticas ou mudanças tecnológicas enquanto a cultura segue centrada no consumismo e no crescimento não podem ir muito longe. Para que se consiga um avanço duradouro, é preciso que a sociedade mude sua cultura para que a sustentabilidade vire a norma e o consumo em excesso um tabu”, afirmou Erik Assadourian, diretor do projeto State of the World.Em 2006, a humanidade consumiu US$ 30,5 trilhões em mercadorias e serviços, 28% a mais do que apenas 10 anos antes. O aumento do consumo resultou em um crescimento dramático da extração de recursos naturais. Os norte-americanos, por exemplo, consomem aproximadamente 88 quilos de recursos por dia. Se todos vivessem dessa maneira, a Terra sustentaria 1,4 bilhões de pessoas, apenas um quinto da atual população mundial.“O padrão cultural é a raiz para a convergência sem precedentes de diversos problemas ecológicos e sociais; como as mudanças climáticas, epidemias de obesidade, declínio da biodiversidade, perda das terras cultiváveis e desperdícios de produção”, disse Assadourian. Os 60 autores do relatório apresentam em 26 artigos algumas estratégias que já estão em funcionamento para a reorientação cultural. Algumas abrangem uma visão social do mercado, através da formação de cooperativas de agricultores, por exemplo. Outras avaliam modelos de planejamento familiar e esforços de marketing social. Há ainda a sugestão de que as escolas primárias sejam utilizadas na formação de uma nova cultura, com iniciativas simples como a alteração dos itens da merenda para uma alimentação mais saudável e baseada em produtos locais.“Com o mundo lutando para se recuperar da mais séria crise econômica desde a grande depressão, nós temos uma oportunidade história para nos afastarmos do consumismo. No fim, o instinto de sobrevivência deve triunfar sobre a compulsão do consumo a qualquer custo”, concluiu Christopher Flavin, presidente do Worlwatch Institute.
Fonte:
Site Envolverde - Revista Digital, 13/01/2010
Por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=68211&edt=1

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Desde a Eco 92 para a COP 15, o que mudou?

Um marco importante que trouxe para o cenário mundial as discussões ambientais foi a Eco 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.
17 anos depois, COP-15, 15ª Conferência das Partes, realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro de 2009, em Copenhague (Dinamarca), foi esperada com enorme expectativa por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.
Acompanhe no infográfico abaixo, informações que comparam as pautas de discussões, principais impasses, objetivos, posições dos países, os progressos e os fracassos comparando as duas conferências ambientais.

Infográfico tirado do site da Uol Ciência e Saúde em 18/12/2009 http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/especial/2009/conferencia-clima/ultimas-noticias/2009/12/18/o-que-mudou-desde-a-primeira-grande-conferencia-sobre-o-clima.jhtm


COP 15 – frustração dos resultados é o reflexo dos reais interesses

Foi um final difícil para duas semanas de grande expectativa mundial, a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP 15) chamou a atenção de todos nas últimas semanas. Depois de longas negociações, os chefes de estado chegaram a um acordo fraco em Copenhague que falhou em definir metas de emissão para evitar um aquecimento global catastrófico. O acordo foi mais forte no financiamento porém não é vinculante, e não estabeleceu um prazo para a elaboração do tratado final. Grandes poluidores como a China e os Estados Unidos queriam um acordo fraco, e heróis em potencial, a Europa, Brasil e África do Sul não se esforçaram o bastante para impedi-los.

O que diz o texto final da COP 15:
1. O texto aprovado não tem consenso entre os 192 países. Pouco mais de 30 países aceitaram.
2. Não tem metas de redução dos gases estufa;
3. Define em 2º C o limite máximo de aumento da temperatura;
4. Criação de fundo de U$ 10 bilhões por ano, até 2012; U$ 100 bi até 2020. A partir de 2020, o fundo receberá a cada ano, U$ 100 bilhões;
5. Os países terão suas metas ou planos de ação voluntários, verificados por um sistema que ainda não existe;
6. As negociações prosseguem em 2010, na COP 16, no México.

Não houve metas de redução de emissão de gases causadores do efeito estufa e nenhum compromisso de que todos os países um dia vão assinar o tratado que sucederá o Protocolo de Kyoto. O resultado incompleto de Copenhague demonstra “uma fraqueza inerente” do processo de negociação sobre o meio ambiente da ONU. Esse resultado também tem sido atribuído pela forma de fechamento dos acordos, que prevê o consenso de “todos” os participantes.

Qual foi o papel do Brasil na COP 15?

Segundo Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, apesar do clima de frustração, o Brasil fez sua parte, apresentando “metas ousadas” de emissões evitadas de CO2, entre 36% e 39%, em 2020. Segundo algumas análises, essas metas não são factíveis tendo em vista a postura atual do governo brasileiro.
Associação Brasileira de Celulose e Papel, Camargo Corrêa, Confederação Nacional da Agricultura, Petrobrás, Vale do Rio Doce, União das Indústrias de Cana de Açúcar, Coca-Cola, Natura, Bradesco, Santander, Fiat e Votorantim. Não, isso não é a lista de agressores ao meio ambiente no Brasil, mas algumas das organizações que fizeram parte da Delegação Brasileira da COP 15. A chefia dessa delegação ficou a cargo da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef e não o Ministro do Meio Ambiente. Isso dá indícios das intenções reais da delegação brasileira na COP 15 – negociar mais questões comerciais do que climáticas. Segundo o Jornal Brasil de Fato (ano 7, número 355) isso é uma tradição dos governos brasileiros, levar em sua delegação diversas empresas privadas e pouquíssimos representantes da sociedade civil, gerando um desequilíbrio.

Enquanto as questões ambientais não estiverem na posição de “prioridade” nos planos de governo esse tipo de situação se repetirá, como vem se repetindo nas diferentes esferas governamentais.

O Meio Ambiente, como um bem comum e de responsabilidade de todos é tomada muitas vezes para atender os interesses individuais e não da coletividade. A posição de prioridade poderá ser percebida quando a os interesses coletivos se sobrepuserem aos individuais, aí sim estaremos identificando uma “tendência” a real sustentabilidade.
Na sequência, seguem slides que trazem informações sobre as propostas de alguns países que participaram da COP 15. As informações desse slide foram tiradas do infográfico do UOL em 18/12/2009 na fonte http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/18/ult4476u44.jhtm